A luz se apagou.
E o fogo acendeu.
Sim, sua cintura já estava junto a minha, seus lábios compressos e pela primeira vez seu corpo em total contato com o meu.
Ou quase.
No horizonte é que se acontece, por isso deitar era passo, deitar, assim tão rápido como o amor aconteceu.
Ah, pelo seu eu pude me encantar, deslizar, agora a prova física de que a compatibilidade era certa assim como nós já tínhamos certeza, se provou mais exata do que qualquer ciência desse gênero.
O toque, a respiração, o calor.
O tempo parado, assim eu pude provar.
Nada mais tinha importância.
Seu corpo, sua voz a sussurrar.
Desceu, devagar, não tinha mais o que fazer, deixei. Fui a outra dimensão, e voltei ao cômodo sem crer.
Você se retorcia mal conseguia respirar, o prazer te tomava conta. Parei, nos deixei descansar.
Conversamos pelas propostas de futuro. Contigo, como sabes, meu assunto nunca acaba. Mas deixei um silêncio no ar.
Apagamos feito a luz, com o contato aconchegante, sem acreditar.
Com você, reaprendi a sonhar. Amar, sonhar.
O fogo ainda está ali, forte e presente, menos acesso, mais vivo para o dia que vamos acordar.
Inesquecível, traduz.
Não sei como terminar, mas assim, saiba que não quero e não vou te deixar.
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